Página Inicial Data de criação : 07/09/27 Última actualização : 09/12/19 23:13 / 248 Artigos publicados
 

O Gato das Botas  (A HORA DO CONTO) Inserido Tuesday 03 February 2009 21:53

Um moleiro, que tinha três filhos. Repartindo à hora da morte seus únicos bens, deu ao primogênito o moinho, deu ao segundo, o seu burro, e ao mais moço apenas um gato.

Este último, ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato disse-lhe:

— Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve,  provarte-ei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno.

Assim, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho.

Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto.

Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco.

O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe:

— Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso.

— Coelho?! — exclamou o rei. — Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum.

Diz ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos.

No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás.

O rei ficou tão contente que mandou logo preparar a sua carruagem e, acompanhado pela princesa, sua filha, dirigiu-se para a casa do nobre súdito que lhe tinha enviado tão preciosas lembranças.

O gato foi logo ter com o amo:

— Vem já comigo, que  vou-te indicar um lugar, no rio, onde poderás tomar um bom banho.

O gato conduziu-o a um ponto por onde devia passar a carruagem real, disse-lhe que se despisse, que escondesse a roupa debaixo de uma pedra e se lançasse à água.

Acabava o moço de desaparecer no rio, quando chegaram o rei e a princesa.

— Socorro! Socorro! — gritou o bichano.
— Que aconteceu? — perguntou o rei.
— Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás! — disse o gato.  Meu amo está dentro da água e sentirá câimbras.

O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio.

Voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando jovem.

O dono do gato vestiu-o e ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e murmurou:

— Eu era exactamente assim, nos meus tempos de moço.

O gato estava radiante com o êxito do seu plano, e correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores:

— O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, faço-os triturar como carne para almôndegas.

De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe:

— Do muito nobre marquês de Carabás.

— Com a breca! — disse o rei ao filho mais novo do moleiro. — Que lindas propriedades tens tu!

O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha:

— Eu também era assim, nos meus tempos de moço.

Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e fez-lhes a mesma ameaça:

— Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de vocês.

Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam:

— Do mui nobre marquês de Carabás.

O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço:

— Ó marquês! Tens muitas propriedades!

O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual vivia um ogro que era o verdadeiro dono dos campos semeados.

O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu:

— Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dize-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres?

Certíssimo — respondeu o ogro, e transformou-se num leão.

— Isso não vale nada — disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato?

— É fácil — respondeu o ogro, e transformou-se num rato.

O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse:

— Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás.

— Olá! — disse o rei — que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem.

O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa, e o rei murmurou-lhe ao ouvido:

— Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço.

Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega, e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.

Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe:

— Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento?

Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes.

E daí em diante, passaram a viver muito felizes.

E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não  precisava mais de ratos para matar a fome...

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A História da Carochinha  (A HORA DO CONTO) Inserido Tuesday 03 February 2009 21:49

          Há muito tempo, uma Carochinha, muito vaidosa, decidiu que queria casar... 

  

A Carochinha e o João Ratão    

        Reza a história, bem velhinha, que havia uma Carochinha, que por ser engraçadinha, teimou que haveria de casar.      

        Certo dia, quando estava a varrer a cozinha, encontrou uma moeda de cinco réis e correu para ir dizer à vizinha que já não tinha de esperar.      

        Vaidosa como era, escolheu o seu melhor vestido e foi pôr-se à janela para ver se arranjava marido.       

        Pensou como deveria começar e decidiu cantar:       

       - Quem quer casar com a Carochinha, que é formosa e bonitinha?       

       - Muu…, Muu…Quero eu, quero eu! – mugiu o Boi mostrando-se muito interessado – Se casares comigo, vais andar o dia inteiro no prado…       

       - Que voz é essa? Com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Contigo é que não quero casar! E, além disso, tenho pressa…       

      Como era o primeiro pretendente, não ficou desanimada e continuou a perguntar, desta vez com uma voz mais alegre e um aperto no coração.       

       - Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?       

       Mal tinha acabado de dizer a última palavra, apareceu o Cão que ladrava e gania de animação.       

        - Ão, ão! Quero eu, quero eu! Se casares comigo, tens uma casota toda janota e comida saborosa que me dá a D. Rosa.       

        - Ai pobre de mim! Que alarido! – queixou-se dando um suspiro – Com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Não, não me serves para marido.       

        Ficou a ver o Cão a afastar-se com as orelhas baixas e o rabo entre as pernas, e voltou a tentar a sua sorte.        

       - Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?         

       Muito gorducho e envergonhado, aproximou-se o Porco com um rabo que mais parecia um saca-rolhas e o focinho molhado.         

       - Oinc! Oinc! Quero eu, quero eu! Sou muito comilão, mas também dizem que sou bonacheirão.

       - És muito simpático e pareces ser divertido. Mas com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Também mão me caso contigo.         

       Depois, encheu o peito de ar, sorriu e voltou a perguntar:         

      - Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?Com peito inchado, penas coloridas e luzidias, candidatou-se o Galo que resolveu cantar para impressionar.         

      - Cocorocó! Cocorococó! Quero eu, quero eu! Se casares comigo, vais madrugar.         

      - Galo garnisé, com tanto banzé acordavas-me a mim e aos meninos de noite! E, sem dormir, íamos passar o tempo a refilar.         

      A nossa amiga queria mesmo casar, por isso tinha de continuar.          - Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?         

      Com um miar meigo e a cauda bem levantada, aproximou-se o Gato janota a ronronar.         

      - Miau, renhaunhau. Quero eu, quero eu! Se gostas de leite, peixe fresquinho e de apanhar banhos de sol nos telhados, então podemos casar.         

      - Banhos de sol talvez… Mas leite? Peixe fresquinho? E, com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Não, não é contigo que vou subir ao altar.         

      Seria possível? Seria assim tão difícil encontrar alguém que não fosse barulhento? Mas foi então que reparou em alguém que se aproximava a passo lento.         

       - Oin, in, oin. Quero eu, quero eu! – zurrou o Burro – Olha, se casares comigo, não vais dormir ao relento.         

       - Mas com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! A minha vida ia ser um verdadeiro tormento!          

       Como já era tarde, a Carochinha pensou que seria melhor ir tratar do jantar, mas foi então que ouviu chiar…         

       - Hi, hi! E a mim, não vais perguntar se quero casar?         

       Com um sorriso de felicidade por encontrar alguém tão simpático e com uma voz tão fininha, a Carochinha correu para o pátio.         

      - Como te chamas?         

      - Sou o João Ratão. Queres casar comigo ou não?         

      A Carochinha convidou-o a entrar, pois tinham muito que conversar e uma data de casamento para marcar. Enviaram os convites, compraram a roupa e prepararam a boda a rigor com o senhor prior.         

      Domingo era o grande dia! A noiva foi a última a entrar na igreja e estava linda, de causar inveja. O João Ratão estava orgulhoso mas também muito nervoso. Trocaram juras de amor eterno e, no fim, choveu porque era Inverno. Foi então que o João Ratão se lembrou da viagem ao Japão. Correu para casa, porque se tinha esquecido das luvas, mas sentiu um cheirinho gostoso e, acabou por ir espreitar o caldeirão.         

      Pouco depois, a Carochinha achou melhor ir procurar o marido que estava a demorar.         

      - João Ratão, encontraste as luvas? – chamou ela ao entrar.         

     Procurou, procurou e quando chegou perto do caldeirão, quase desmaiou e gritou:        

     - Ai o meu marido, o meu rico João Ratão, cozido e assado no caldeirão!       

     E assim acaba a história da linda Carochinha, que ficou sem o João Ratão, pois era guloso e caiu no caldeirão. 

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Escola Fixa de Trânsito - S. Domingos de Rana  (André) Inserido Thursday 29 January 2009 00:14


"Foi ESPECTACULARRRRRRRRRRR, mãe!!!! Andei nos carros a conduzir SÓZINHO!!!!!!"

Estava em transe quando chegou a casa vindo da Escola. Neste dia, foram visitar a Escola Fixa de Trânsito, após a semana da Prevenção Rodoviária, no Estudo do Meio.

As regras estão na ponta da língua e ai que quem fugir à regra, o André vira "Polícia Sinaleiro!" Pior, o "agente das multas", como ele diz, que também cobra e não é barato!

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Fight for Kisses  (Vídeos) Inserido Friday 23 January 2009 22:56

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André - Sessão Fotográfica - Book  (Galeria de Fotos / Imagens) Inserido Tuesday 20 January 2009 00:51


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